O Taubateano quer
A população não quer saber dos números, ela quer uma saúde e educação de qualidade, quer ter a segurança de ir e vir e emprego
O cenário politico de Taubaté se escreve em letras garrafais de esperança para a população.
As primeiras nomeações feitas pelo Prefeito Sergio Victor tem aprovação de boa parte dos políticos e especuladores, há um ou até dois nomes dentre os secretários que causam duvidas, no entanto, tem que aguardar conforme os atos públicos acontecerem e avaliar cada trabalho desenvolvido.
Com as finanças extremamente comprometidas o prefeito eleito antes de assumir estimava cerca de R$ 650 milhões de contas, sendo R$ 300 milhões de “restos a pagar”, R$ 173 milhões de renegociações e mais R$ 180 milhões de parcelas que não foram pagas do empréstimo do CAF. Diante deste cenário o corte de gastos foi determinado na primeira reunião de 30% nas despesas das secretarias.
Segundo o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo TCESP a receita consolidada é de R$ 1.732.034.736,43 e a despesa empenhada e consolidada do Município é de R$ 2.185.966.926,19, há diversos apontamentos de irregularidades que comprometem a saúde de credito do município.
Muito se fala da responsabilidade dos gestores do rombo da Prefeitura, no entanto, não pode se esquecer dos legisladores que superestimaram o orçamento dos quatro anos de gestão Saud. Em 2021 José Saud governou com o orçamento da gestão passada de R$ 1,164 bilhão, em 2022 com seu próprio orçamento, Saud aumento em 15% contra uma inflação de 10,1%, passando para o valor de R$ 1,330 bilhão, em 2023 o aumentou foi mais absurdo, ficou em 29% indo para R$ 1,708 Bilhão, para 2024, mesmo com a redução de 4%, continuou errado estimando 1.664 Bi com a inflação de 4,9%, e em 2025 a situação só piora, foi aprovado aumento de 10,35% no orçamento, no comparativo com a receita fixada para 2024 não levando em consideração a inflação de 4,89%, o aumento real deve ser menor. Incluindo também a administração indireta, a receita prevista para o município em 2025 é de R$ 2,578 bilhões, o que representa um aumento de 13,1% sobre o montante projetado para 2024, de R$ 2,279 bilhões.
Tendo como fundamento de responsabilidade fiscal o orçamento precisa ser bem fundamentado, caso contrário terá problemas e será a censura do Tribunal de contas, por desacerto gerando a recusa das contas. Outra consequência da receita inexistente foi e é a autorização de despesas sem o recurso financeiro irá gerar o déficit e a dívida. Outros pontos a serem observados são as dotações para programas de baixíssima efetividade, assim como, as dotações superdimensionadas para órgãos que, no final do exercício, gastam de maneira irresponsável visando não “restituir” dotação ao Planejamento Central
Todos estes orçamentos superestimados foram necessários pra que pudessem justificar o amento de cargos inconstitucionais para apadrinhamento. Se os vereadores não entenderem que necessita ter um orçamento real, reduzir gastos, ao superestimar receita a previsão de gastos também se torna fantasiosa, fazendo com que a população sofra com a ausência de serviços.
A população não quer saber dos números, ela quer uma saúde e educação de qualidade, quer ter a segurança de ir e vir e emprego para colocar o alimento na mesa.
Ana Paula Zarbietti é jornalista e escreve sobre política aqui no T7 News.
