Os protestos no Irã.
Há 15 dias, o Irã vive protestos contra a teocracia e a crise econômica. Com 500 mortos e internet cortada, a repressão é severa, atraindo a atenção dos EUA devido às reservas de petróleo.
O
Irã está em meio a protestos de sua população a 15 dias ininterruptos, manifestantes
protestam contra o aiatolá Ali Khamenei, que está no poder há 35 anos, ele
acumula a posição de líder religioso e político do país, como se fosse o papa e
o presidente ao mesmo tempo, fazendo do Irã uma república teocrática.
O
início dos protestos contra o governo iraniano se deu com a organização dos
comerciantes para protestar contra a crise econômica que o país atravessa, a
inflação, os altos preços de produtos básicos e a desvalorização do rial (moeda
oficial do Irã) fizeram os preços subirem em média 52% em relação ao ano de
2024.
Os
principais pontos de agravamento da situação econômica iraniana são as sanções
impostas pelos Estados Unidos, a guerra contra Israel e o reestabelecimento
pela ONU de sanções ligadas ao programa nuclear do país.
A
onde de protestos cresce a cada dia, o governo contra-ataca com violência. Estima-se
que 500 pessoas já tenham sido mortas.
Ali Khamenei,
líder do país, afirmou, em discurso
transmitido pela tv estatal iraniana que o governo não vai recuar e
chamou os manifestantes de "vândalos e arruaceiros" e acusa os
Estados Unidos de fomentar a desordem interna no Irã.
Por
ordem do Governo o país está sem internet a mais de três dias.
O
presidente americano disse que os Estados Unidos podem atingir o Irã muito
duramente se começarem a matar pessoas e que estão "prontos para
ajudar".
A
revolta da população é legitima e de grande escala. O Irã era um país livre
antes da chamada Revolução Islâmica em 1979, onde o Estado e a religião não se
misturavam.
O
Irã possui a terceira maior reserva de petróleo do mundo, o que aproxima o país
a receber ajuda estadunidense para derrubada do regime. Trump, assumidamente,
fez isso na Venezuela, o próximo será o Irã.