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Os protestos no Irã.

Há 15 dias, o Irã vive protestos contra a teocracia e a crise econômica. Com 500 mortos e internet cortada, a repressão é severa, atraindo a atenção dos EUA devido às reservas de petróleo.

Felipe Mazzuia | Data: 13/01/2026 11:44

O Irã está em meio a protestos de sua população a 15 dias ininterruptos, manifestantes protestam contra o aiatolá Ali Khamenei, que está no poder há 35 anos, ele acumula a posição de líder religioso e político do país, como se fosse o papa e o presidente ao mesmo tempo, fazendo do Irã uma república teocrática.

O início dos protestos contra o governo iraniano se deu com a organização dos comerciantes para protestar contra a crise econômica que o país atravessa, a inflação, os altos preços de produtos básicos e a desvalorização do rial (moeda oficial do Irã) fizeram os preços subirem em média 52% em relação ao ano de 2024.

Os principais pontos de agravamento da situação econômica iraniana são as sanções impostas pelos Estados Unidos, a guerra contra Israel e o reestabelecimento pela ONU de sanções ligadas ao programa nuclear do país.

 

A onde de protestos cresce a cada dia, o governo contra-ataca com violência. Estima-se que 500 pessoas já tenham sido mortas.

Ali Khamenei, líder do país, afirmou, em discurso              transmitido pela tv estatal iraniana que o governo não vai recuar e chamou os manifestantes de "vândalos e arruaceiros" e acusa os Estados Unidos de fomentar a desordem interna no Irã.

Por ordem do Governo o país está sem internet a mais de três dias.

O presidente americano disse que os Estados Unidos podem atingir o Irã muito duramente se começarem a matar pessoas e que estão "prontos para ajudar".

A revolta da população é legitima e de grande escala. O Irã era um país livre antes da chamada Revolução Islâmica em 1979, onde o Estado e a religião não se misturavam.

O Irã possui a terceira maior reserva de petróleo do mundo, o que aproxima o país a receber ajuda estadunidense para derrubada do regime. Trump, assumidamente, fez isso na Venezuela, o próximo será o Irã. 

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