Lideres de 20 países pressionam Israel sobre Gaza
Governos europeus endurecem o tom contra Israel e ameaçam sanções diante da crise humanitária em Gaza
Vários governos europeus têm intensificado nas últimas semanas as críticas ao governo de Benjamin Netanyahu, em meio à crescente deterioração da situação humanitária na Faixa de Gaza. Países como Espanha, Irlanda, Bélgica e Noruega elevaram a pressão diplomática sobre Israel, acusando o país de violar o direito internacional humanitário e de manter uma conduta desproporcional nos ataques contra o Hamas.
A Alemanha não endossou o pedido de prisão contra Netanyahu feito pelo TPI, alegando que isso poderia comprometer negociações de paz e fortalecer posições extremistas. Também não aderiu ao reconhecimento do Estado da Palestina, embora o tema esteja sendo debatido no Parlamento e dentro da coalizão governista.
Ou seja, a Alemanha está criticando Israel, sim, mas com cautela, buscando equilibrar seu apoio histórico com a pressão por mudanças na condução da guerra.
O ponto de inflexão recente foi a ofensiva israelense na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde milhares de civis palestinos estavam abrigados. Imagens e relatos de bombardeios contra campos de refugiados aumentaram a indignação internacional, levando chefes de governo europeus a exigirem um cessar-fogo imediato e maior abertura para a entrada de ajuda humanitária.
A ministra das Relações Exteriores da Espanha, declarou que “não é mais possível ignorar o custo humano da operação militar israelense” e sugeriu que sanções diplomáticas e econômicas poderiam ser consideradas caso a situação continue a se agravar. A Irlanda, por sua vez, também passou a discutir formalmente, no âmbito da União Europeia, a suspensão de acordos comerciais com Israel.
Além disso, em um gesto simbólico e diplomático significativo, Noruega, Irlanda e Espanha anunciaram o reconhecimento oficial do Estado da Palestina, uma medida que provocou forte reação por parte do governo israelense, que imediatamente convocou seus embaixadores de volta a Tel Aviv para consultas.
Ainda que a União Europeia como bloco mantenha uma postura cautelosa, as dissidências entre os países-membros aumentam. França e Alemanha, por exemplo, adotaram um tom mais moderado, defendendo investigações independentes, mas sem endossar diretamente sanções ou o reconhecimento do Estado Palestino neste momento.
Diplomatas europeus têm afirmado que, apesar da histórica aliança com Israel, a continuidade da atual campanha militar sem garantias à população civil poderá resultar em sanções coordenadas, congelamento de acordos e até restrições de exportações de armas e tecnologias com uso militar.
A tensão diplomática entre Israel e países da Europa sinaliza uma nova fase na relação entre o Estado judeu e seus tradicionais aliados ocidentais, e pode repercutir profundamente nos desdobramentos políticos e humanitários do conflito que já deixou dezenas de milhares de mortos e feridos.
Não é só na Europa o presidente americano está descontente com Netanyahu, é um descontentamento pessoal e político, não ideológico nem baseado em críticas à guerra em Gaza.
Trump continua defendendo Israel como aliado estratégico, mas se afastou do atual governo israelense e tem sido mais reservado nas suas manifestações públicas.
Netanyahum mantém a guerra, pois, é ela quem o mantem no poder, as isso será abordado em outro dia.