Japão, Países Baixos e seus novos líderes quebrando obstáculos.
Sanae Takaichi foi nomeada a primeira-ministra do Japão, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo. Nos Países Baixos, antes denominada Holanda, o líder do partido centrista Rob Jetten deverá ser o primeiro primeiro-ministro assumidamente homossexual a lidera o país.
A
nova líder do Japão, conservadora e admiradora de Margaret Thatcher,
ex-primeira-ministra britânica apelidada de “Dama de Ferro”, prometeu um
Executivo com mais mulheres e mais política pública para a saúde feminina.
Entretando,
a nova primeira-ministra possui certa resistência quando o tema é igualdade de
gênero, e se opõe à revisão da lei que obriga as mulheres a adotarem o
sobrenome do marido e defende sucessão imperial exclusiva aos homens.
Já
nos Países Baixos, como Jetten deve ser o primeiro premiê abertamente gay da
Holanda, sua orientação sexual teve pouca relevância na campanha, mas é de
grande valia para todo o movimento LGBTQIAP+ ao redor do globo.
O
país é conhecido por sua longa tradição de defesa dos direitos LGBTQIA+, e o partido
de Jetten estava no poder quando a então Holanda tornou-se o primeiro país a
legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Defensor
da integração europeia e de políticas ambientais, Jetten propôs que pedidos de
asilo à Holanda sejam apresentados fora da União Europeia, devendo ficar no
país apenas os que realmente precisam e as ‘maças podres’ sejam deportadas.
A quebra de paradigmas de ambos merece destaque, considerando os aspectos
culturais de cada localidade o poder japonês nas mãos de Sanae Takaichi tende a
ser mais ‘significativo’ do que Jetten nos Países Baixos. Acompanharemos os
novos governos.