Deu Match?
Deu Match? O que esperar da conversa entre Trump e Lula?!
Durante seu discurso na
abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, disse que teve um breve encontro com o presidente brasileiro Luiz
Inácio Lula da Silva.
Trump, que criticava o
Brasil nominalmente em seu discurso, pausou-o ao ver Lula, e contou que haviam
se encontrado por poucos segundos, se abraçaram e tiveram ótima química, e
continuou dizendo que o presidente brasileiro parece ser um "ótimo
homem" e “eu gostei dele e ele gostou de mim, e eu só faço negócios que
pessoas que eu gosto".
Trump
anunciou que Brasil e Estados Unidos vão marcar uma reunião na próxima semana
para tratar de questões tributárias relacionadas ao chamado “tarifaço”.
O
Governo brasileiro viu com bons olhos o pequeno sinal dado por Trump, mas é
cauteloso quanto ao teor dessa conversa, a forma que ela se dará e ainda se
terá um final positivo.
É
bem verdade que o Brasil vem trabalhando a meses para que essa conversa ocorra,
mas, aparentemente a abertura dada por Trump tem motivo distinto do que uma
mudança de ideia ou convencimento do Brasil.
A
indústria é a responsável, principalmente as que precisam de celulose e o
Starbucks, 90% da celulose utilizada nos Estados Unidos são importadas do
Brasil, assim como a empresa americana compra grande parte do café brasileiro,
ambos os produtos estão sendo diretamente afetados pela política tarifária
americana.
Com
a alta da matéria prima, o produto também tem seu custo e valor de venda
alterados.
A
conversa dita por Trump deve acontecer por telefone ou vídeo, pois, o governo
brasileiro não sabe ao certo se Trump falou a verdade ou se foi lançada uma
isca para o presidente brasileiro, o que o levaria a Washington para sofrer
constrangimento. Trump já fez isso com o
presidente sul-africano Cyril Ramaphosa e o ucraniano Volodymyr Zelensky.
Se
as intenções americanas forem reais devemos ter avanços significativos sobre o
tarifaço imposto ao Brasil, dificilmente será totalmente revogado. Lula disse
não ter pressa para ter essa conversa, está certo, em uma negociação quando a
outra parte se abre o timing do aceite se faz importante, nem rápido de mais
que mostre desespero e nem lento demais que mostre indiferença. Além do mais, o
Brasil precisa ter cartas na manga e pontos dos quais está disposto a ceder.
Aguardemos.