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Deu Match?

Deu Match? O que esperar da conversa entre Trump e Lula?!

Felipe Mazzuia | Data: 26/09/2025 17:05

Durante seu discurso na abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que teve um breve encontro com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Trump, que criticava o Brasil nominalmente em seu discurso, pausou-o ao ver Lula, e contou que haviam se encontrado por poucos segundos, se abraçaram e tiveram ótima química, e continuou dizendo que o presidente brasileiro parece ser um "ótimo homem" e “eu gostei dele e ele gostou de mim, e eu só faço negócios que pessoas que eu gosto".

Trump anunciou que Brasil e Estados Unidos vão marcar uma reunião na próxima semana para tratar de questões tributárias relacionadas ao chamado “tarifaço”.

O Governo brasileiro viu com bons olhos o pequeno sinal dado por Trump, mas é cauteloso quanto ao teor dessa conversa, a forma que ela se dará e ainda se terá um final positivo.

É bem verdade que o Brasil vem trabalhando a meses para que essa conversa ocorra, mas, aparentemente a abertura dada por Trump tem motivo distinto do que uma mudança de ideia ou convencimento do Brasil.

A indústria é a responsável, principalmente as que precisam de celulose e o Starbucks, 90% da celulose utilizada nos Estados Unidos são importadas do Brasil, assim como a empresa americana compra grande parte do café brasileiro, ambos os produtos estão sendo diretamente afetados pela política tarifária americana.

Com a alta da matéria prima, o produto também tem seu custo e valor de venda alterados.

A conversa dita por Trump deve acontecer por telefone ou vídeo, pois, o governo brasileiro não sabe ao certo se Trump falou a verdade ou se foi lançada uma isca para o presidente brasileiro, o que o levaria a Washington para sofrer constrangimento.  Trump já fez isso com o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa e o ucraniano Volodymyr Zelensky.

Se as intenções americanas forem reais devemos ter avanços significativos sobre o tarifaço imposto ao Brasil, dificilmente será totalmente revogado. Lula disse não ter pressa para ter essa conversa, está certo, em uma negociação quando a outra parte se abre o timing do aceite se faz importante, nem rápido de mais que mostre desespero e nem lento demais que mostre indiferença. Além do mais, o Brasil precisa ter cartas na manga e pontos dos quais está disposto a ceder.

Aguardemos. 

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