Derrota de Milei em Buenos Aires pode preceder o “fim” de seu governo.
A província de Buenos Aires é o maior distrito eleitoral da Argentina, responsável por cerca de 40% do eleitorado nacional. Portanto, um polo muito importante e bastante disputado, tem um governo nacional diferente do provinciano liga a luz de alerta.
A derrota de Milei nesta região deixa o presidente e seus correligionários preocupados com desempenho do partido nas eleições legislativas nacionais previstas para 26 de outubro.
O governador Axel Kicillof,
do partido opositor ao de Milei, celebrou a vitória em um evento festivo,
recebendo aplausos e gritos de "Se siente, Axel presidente!".
Ele criticou as políticas de austeridade de Milei, afirmando que "não
se pode retirar financiamento da saúde, da educação, da ciência e da cultura na
Argentina". Das 8 regiões, o partido do governador derrotou o partido
de Milei em 6.
Ao contrário de uns e
outros, Milei reconheceu a derrota como "clara" e comprometeu-se a
"acelerar" as reformas econômicas implementadas desde sua posse, que
incluem cortes de gastos públicos e demissões no setor público.
Embora a eleição provincial
não tenha caráter nacional, ela serve como termômetro para as eleições
legislativas de outubro. A derrota de Milei em Buenos Aires pode influenciar o
apoio popular e afetar a composição do Congresso, onde ele busca ampliar sua
base para implementar suas políticas econômicas.
A eleição aconteceu após
duas semanas das acusações de corrupção no governo argentino, onde a irmã de
Milei, Karina Milei, foi acusada de ter cobrado propinas de indústrias
farmacêuticas para compra governamental de medicamentos, ela exigiria 3% do
valor dos contratos.
Milei e seu partido tem 50
dias até as eleições nacionais para buscarem uma nova estratégia, perder parte
do legislativo nacional para a oposição culminaria no fim ideológico do governo
do presidente argentino e inviabilizando uma possível reeleição em 2027.