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A Supremacia Trump

Como Trump alterna respeito, pressão e hostilidade para moldar a América do Sul ao seu interesse.

Felipe Mazzuia | Data: 27/10/2025 13:52

Nos últimos dias o presidente americano tornou suas atenções para a América Latina, foram abordados por Trump três países, além do Brasil, Argentina, Colômbia e Venezuela. Aliás, a pauta conosco foi a única positiva.

Lula E Trump tiveram uma conversa amistosa via vídeo no início do mês e um encontro pessoal é esperado para domingo durante a cúpula da Asean na Malásia. Desde a conversa Trump foi só elogios a Lula, mas tudo tem um alvo, terras raras.

O governo americano busca diminuir a dependência chinesa de elementos químicos para produção industrial, nesse sentido foi firmado o acordo entre EUA e Australia, então, o Brasil rico nessas mesmas terras tem algo de muito interesse aos EUA, firmando parceria com os americanos em nossas terras raras devemos ter maior sucesso na diminuição da taxação e no fim de sanções contra autoridades brasileiras.

As recentes, severas e acusatórias críticas de Trump aos presidentes de Colômbia e Venezuela também serão postas a mesa, Trump quer sentir se o Brasil é um aliado.

O presidente americano disse que Nicolas Madura e Gustavo Petro são narcotraficantes e que já autorizou ofensivas no mar do Caribe com o argumento de mirar traficantes de drogas a caminho dos Estados Unidos. Segundo o presidente americano ele irá “apenas matar as pessoas que estão levando drogas para o seu país.”

Necessário lembrar que essa prática é proibida pelo direito internacional, entretanto, notícias recentes informam que ao menos duas atividades foram realizadas. Um fator interessante, a frequência de decolagens de aviões particulares na Venezuela cresceu nas últimas 24h.

Considerando que é no caos que nascem as estrelas, o governo brasileiro tem uma boa oportunidade de aproximar-se de Trump.

Quanto a Argentina, em visita à Casa Branca, o presidente argentino Javier Milei e Donald Trump firmaram um swap cambial de US$ 20 bilhões, condição de apoio ao governo e a economia argentina. Mas, e com Trump sempre tem um mas, mas o presidente Donald Trump, condicionou a ajuda financeira à vitória do aliado argentino nas urnas.

As eleições legislativas marcadas para este domingo na Argentina serão um enorme teste para o governo de Milei. Metade dos assentos na Câmara dos Deputados e um terço do Senado estão em jogo.

A visita ainda trouxe baixas ao governo de Milei, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Gerardo Werthein, apresentou a carta de renúncia e fica no cargo até domingo dia 26/10.

A declaração de Trump foi mal vista por apoiadores de Milei, que acusaram o chanceler de não organizar direito o encontro e não passar informações suficientes sobre as eleições argentinas.

Pois, parecia que Trump se referia às eleições presidenciais, quando na verdade essa votação só acontecerá em 2027, aliás, para  piorar, o presidente americano colocou em dúvida a realidade econômica argentina dizendo “Eles não têm dinheiro. Eles não têm nada. Eles estão lutando tanto para sobreviver."

Trump, muy amigo!

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