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Política

Sem acordo com Prefeitura, servidores mantêm estado de greve e clima de paralisação aumenta em Taubaté

Categoria aguarda prazo legal para votação de possível greve após reunião sem acordo com a Prefeitura

Marcelo Caltabiano | Data: 22/05/2026 19:45

Os servidores públicos municipais de Taubaté decidiram manter o estado de greve após nova rodada de negociação com a Prefeitura realizada nesta sexta-feira (22), no Paço Municipal não terminar em acordo. A categoria deve realizar uma nova assembleia nos próximos dias para votar uma possível greve.

Segundo servidores presentes na reunião, a administração municipal não apresentou proposta de reajuste salarial durante o encontro. “Chegar aqui e ouvir um nada”, afirmou o servidor Dr. Anderson após a reunião.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (Sindserv), Rosalba Ramos Reis, afirmou que a categoria seguirá mobilizada. "Se a Prefeitura tem pavor de servidor, nós vamos estar na porta dela fazendo todo barulho toda vez que necessário", declarou.


De acordo com Rosalba, o sindicato publicará na segunda-feira (25) o edital de convocação para a assembleia. A votação da possível greve depende do cumprimento dos prazos legais mínimos de 72 horas previstos para a convocação e comunicação.

Cerca de 400 servidores participaram da assembleia realizada nesta sexta-feira. Agora, a categoria aguarda os trâmites burocráticos para a realização da nova votação. Entre os servidores, a avaliação é de que, caso o prefeito não apresente uma proposta nos próximos dias, a tendência é de aprovação da greve. Uma nova assembleia deve ocorrer na próxima semana.


"Se a prefeitura tem pavor de servidor, nós vamos estar na porta dela fazendo todo barulho, sempre que necessário" disse Rosalba Ramos, presidente do Sindicato.

Em nota oficial, a Prefeitura de Taubaté informou que as reivindicações apresentadas pelo sindicato teriam impacto superior a R$ 200 milhões anuais no orçamento municipal. A administração alegou que o município enfrenta uma situação fiscal delicada, com dívida aproximada de R$ 1 bilhão, e afirmou não ter condições financeiras de atender os pedidos neste momento.

Entre as reivindicações apresentadas pela categoria estão a reposição inflacionária referente aos últimos dois exercícios, reajuste do vale-alimentação de R$ 502,50 para R$ 830, criação de auxílio-transporte universal de R$ 563,04, pagamento de valores retroativos do chamado “descongela”, além de demandas relacionadas a horas extras, licença-prêmio e condições de trabalho.

A Prefeitura informou ainda que houve avanço em pautas sociais e administrativas, como reforço na política de combate ao assédio moral, fornecimento de EPIs, modernização do setor de Recursos Humanos, regularização de contratos de monitores escolares e realização de novos concursos públicos.

Na primeira mesa de negociação da campanha salarial de 2026, realizada na semana passada, os servidores já haviam aprovado estado de greve após rejeitarem a proposta da Prefeitura de aguardar até o final de julho para reavaliar a situação financeira do município.

Após a assembleia desta sexta-feira, servidores permaneceram em frente à Prefeitura protestando contra a administração municipal.

Até o momento, a Prefeitura de Taubaté não anunciou proposta oficial de reajuste salarial para 2026.

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