Licão de casa mal feita: Taubaté sofre 3 derrotas, empata 5 vezes no Joaquinzão e dá adeus ao Paulista A2
Com apenas 3 vitórias em 15 jogos, torcedor lamenta campanha ruim dentro de casa. Técnico Fahel Júnior defende participar da Copa Paulista com intenção de chegar ao cenário nacional e ganhar dinheiro.
Em um ano que se esperava a briga pelo acesso, o Esporte Clube Taubaté fechou sua participação no Campeonato Paulista da Série A2 em 2026 com um recorde negativo: nenhuma vitória em casa.
As únicas três vitórias na competição foram em jogos na casa do adversário, quando o Taubaté bateu o Votuporanguense (1x2 - foto abaixo), Água Santa (2x3) e o rebaixado São Bento (2x3), batendo a tampa do caixão do time sorocabano em um jogo de emoção nos 10 minutos finais. A única derrota, fora de casa, foi para o Juventus, em jogo realizado na Rua Javari, quando o Taubaté perdeu por 3 a 2, com multa reclamação contra a arbitragem que anulou um gol legal do Burro da Central.
Outro jogo de muita polêmica com a arbitragem foi e Sertãozinho, na 1ª rodada, quando oTaubaté marcou no final do jogo, mas a arbitragem, de forma errada, anulou o gol que daria a vitória e 3 pontos. Ainda na casa do adversário, foram mais dois empates contra Internacional (1x1) e Linense (1x1).
Uma campanha boa de 7 jogos com 3 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota. Mas o Taubaté não fez a famosa "licão de casa" e, dentro do Joaquinzão, o torcedor do Burrão amargou 5 empates e 3 derrotas, ou seja, de 24 pontos disputados, o Taubaté ganhou apenas 5 em casa.
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No Joaquim de Morais Filho, o time empatou com Osasco Sporting (2x2), Monte Azul (3x3), Santo André (1x1), XV de Piracicaba (1x1) e, na rodada final, contra o Grêmio Prudente (1x1), o que confirmou também o rebaixamento do Grêmio Prudente, que terminou o jogo torcendo para o Monte Azul não fazer o gol da virada contra o Ituano, depois de estar perdendo por 3 a 0 e conseguir, de forma heróica, o empate de 3 a 3.
As derrotas para Ferroviária (1x2), Ituano (0x1) e o Clássico do Vale contra o São José (1x2) foram o banho de água fria para a torcida torcer para o time não ser rebaixado na competição.
A última vitória do Taubaté, no Joaquim de Morais Filho, foi em 16 de agosto do ano passado, na Copa Paulista, com o triunfo sobre o São Caetano por 3 a 0.
No geral, a campanha do Taubaté, em 15 jogos, foi de 3 vitórias, 8 empates e 4 derrotas.
Com o fim do campeonato paulista, antes do programado, a diretoria comandada pelo presidente Vitor Rodolfo vai analisar se vale a pena disputar a Copa Paulista, no 2º semestre. No começo do ano, quando a Série A2 ainda não havia começado, em entrevista ao T7 em Dois Tempos, o presidente falou que não pretendia disputar a competição que reune equipes das séries A1, A2 e A3 para trabalhar na recuperação do estádio Joaquim de Moraes Filho.
Com o time sem chances de classificação, e com a possibilidade de ficar 10 meses parado em 2026, Vitor Rodolfo já fala em disputar a Copa São Paulo e, para isso, pretende conversar com a diretoria.

O atual técnico Fahel Júnior (foto), em entrevista na última quinta-feira no Joaquinzão, lamentou que o Taubaté não tivesse tido sorte melhor na competição. Para ele, um elenco de categoria como o que foi montado esse ano, não poderia ficar de fora da segunda fase.
O treinador, que só perdeu para o São José, em sua estréia, e terminou a competição com mais 3 vitórias e 4 empates, afirmou que acha a Copa Paulista uma competição interessante e que é preciso investir para conseguir chegar à final e poder figurar em um campeonato nacional como a Copa do Brasil ou o Brasileiro da Série D no ano seguinte.
Para Fahel Júnior, se ele fosse dirigente, valorizaria a Copa Paulista, onde uma equipe que escolher, por exemplo jogar a Copa do Brasil, pode encher os cofres com mais de R$ 1 milhão de reais, dependendo da fase que chegar na competição.