Emprego formal na RM Vale cresce 0,46% no 1º trimestre de 2026, aponta NUPES/Unitau
Saldo de empregos na região foi de 2.919 vagas entre janeiro e março; São José dos Campos, Tremembé e Taubaté lideraram geração de postos de trabalho
A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVPLN) registrou saldo positivo de 2.919 empregos formais no primeiro trimestre de 2026, segundo relatório divulgado pelo Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES), da Universidade de Taubaté (Unitau). Apesar do resultado positivo, o desempenho ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando a região havia criado 5.726 vagas formais.
O estudo aponta que o crescimento regional do emprego formal foi de 0,46%, índice inferior às médias estadual (+1,25%) e nacional (+1,27%). De acordo com o NUPES, o resultado foi impactado principalmente pela retração sazonal de empregos nos municípios do Litoral Norte após o período de verão.
Segundo o relatório, a RMVPLN encerrou março de 2026 com estoque de 637.382 trabalhadores formais. O setor de serviços concentrou mais da metade das vagas da região, com 322.622 trabalhadores, equivalente a 50,5% do total. Em seguida aparecem indústria, com 131.658 empregos, comércio, com 143.137, construção civil, com 32.074, e agropecuária, com 8.636 postos formais.
O levantamento também destaca a forte presença industrial na região. A participação da indústria no total de empregos formais da RMVPLN chegou a 20,7%, acima das médias estadual e nacional. Municípios como São José dos Campos, Taubaté, Jacareí, Pindamonhangaba, Cruzeiro e Lorena concentram parte significativa dessas vagas industriais.

Entre os municípios com maior saldo de empregos no primeiro trimestre, São José dos Campos liderou com 1.386 vagas criadas. Tremembé apareceu na sequência com 1.181 novos postos e Taubaté ficou em terceiro com 1.117 vagas. Também tiveram destaque Pindamonhangaba, com 389 empregos, Guaratinguetá, com 323, e Cruzeiro, com 305.
O relatório aponta que Tremembé apresentou recuperação significativa em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando havia registrado fechamento de 1.112 vagas. Cruzeiro também reverteu perdas registradas no ano anterior.
Na outra ponta, Caraguatatuba teve o pior desempenho regional, com fechamento de 1.061 postos de trabalho. Jacareí perdeu 884 vagas, seguida por Ubatuba (-490), São Sebastião (-355), Ilhabela (-170) e Canas (-69). Segundo o estudo, o resultado negativo das cidades do Litoral Norte está ligado à desmobilização de vagas temporárias após a alta temporada de verão.
Em números relativos, Tremembé liderou a geração proporcional de empregos, com crescimento de 24,81% em relação ao estoque de vagas do município. Igaratá apareceu na sequência com 12,06%, seguido por Arapeí (7,14%), Redenção da Serra (6,50%), Lavrinhas (5,61%) e Piquete (3,74%).
O estudo ainda destaca que São José dos Campos continua sendo o principal polo econômico regional, concentrando 214.022 empregos formais, seguido por Taubaté, com 90.258, Jacareí, com 53.272, Pindamonhangaba, com 38.497, e Guaratinguetá, com 31.821 postos de trabalho.
Na análise nacional, o relatório aponta que o Brasil registrou desaceleração na criação de vagas formais. O saldo nacional caiu de 675.119 empregos no primeiro trimestre de 2025 para 613.373 no mesmo período de 2026. Ainda assim, a taxa de desemprego recuou para 6,1%, menor índice da série histórica para o primeiro trimestre, segundo dados da PNAD Contínua do IBGE.
O NUPES afirma que a redução no ritmo de contratações não representa uma crise econômica, mas sim um cenário de mercado de trabalho mais aquecido, com menor disponibilidade de mão de obra ociosa.