Câmara de Taubaté aprova moção de apoio a Cazarré após discussão sobre redpill
Documento defende liberdade de expressão, liberdade religiosa e valorização da família; proposta gerou debate entre vereadores sobre redpill e discursos ligados à masculinidade
A Câmara Municipal de Taubaté aprovou, nesta segunda-feira, 28, a moção de apoio ao ator Juliano Cazarré e à esposa, Letícia Cazarré, em defesa da liberdade de expressão, da liberdade religiosa e da valorização da família.
O documento, de número 141/2026, foi apresentado pelos vereadores João Henrique Dentinho (PP), Nicola Neto (Novo), Zelinda Pastora (PRD), Alberto Barreto (PRD) e Ariel Katz (PDT). A moção manifesta solidariedade ao casal após a repercussão envolvendo o evento “O Farol e a Forja”, idealizado por Juliano Cazarré e descrito como um encontro voltado ao público masculino para debater temas como paternidade, responsabilidade, fé, liderança moral e fortalecimento da família.
No texto, os parlamentares afirmam que o ator foi alvo de “linchamento virtual” e perseguição ideológica por defender valores cristãos, familiares e a figura paterna. A moção também destaca apoio irrestrito ao casal, repúdio ao linchamento virtual, defesa da liberdade de consciência e reconhecimento da legitimidade de iniciativas voltadas ao fortalecimento da paternidade e da responsabilidade masculina.
Durante a discussão, o vereador Alberto Barreto defendeu a proposta e afirmou que o termo redpill representa “conhecer a verdade e se desligar das narrativas falsas e ideológicas”, criticando setores da esquerda.
Durante a discussão da moção, o vereador Isaac do Carmo também criticou a presença de palestrantes confirmados no evento de Juliano Cazarré. Segundo ele, Bruno Garschagen defende uma visão de masculinidade associada ao movimento redpill. Já sobre o psicólogo Ítalo Marsili, o parlamentar afirmou que ele faz declarações contrárias ao voto feminino, ao defender que mulheres seriam “seduzidas para votar”, o que classificou como um conceito ligado ao redpill. Isaac também citou falas atribuídas a Marsili sobre a educação no país, afirmando que o palestrante teria dito que “o professor no Brasil é burro, por isso temos um país burro”, usando isso como argumento para questionar a proposta defendida na moção.
A moção foi aprovada com votos favoráveis de João Henrique Dentinho, Nicola Neto, Zelinda Pastora, Alberto Barreto, Ariel Katz, Diego Fonseca (PL), Jesse Silva (Podemos), Nunes Coelho (Republicanos) e Bobi Lima (PRD).
Votaram contra Isaac do Carmo (PT) e Talita Cadeirante (PSB).
Não votaram Vivi da Rádio (Republicanos), Douglas Carbonne (Solidariedade), Neneca (PDT) e Pirulito (Podemos). Estavam ausentes Professor Edson (PSD) e Boanerge (União).
Caso formalizada, a moção será encaminhada a Juliano e Letícia Cazarré como manifestação oficial do Legislativo taubateano.
O evento “O Farol e a Forja” está previsto para ocorrer no fim de julho, em São Paulo, e tem como proposta reunir homens para discutir liderança, empreendedorismo, paternidade, saúde masculina e espiritualidade. A iniciativa gerou críticas de artistas como Marjorie Estiano, Fábio Porchat e Paulo Betti, além de apoio público de nomes como Ana Hickmann, Luiza Possi e Antonia Fontenelle.