Vila Santo Aleixo se transforma em vitrine para artesãs de Taubaté
Um projeto que une educação, cultura e economia criativa em benefício da cidade Na charmosa Vila Santo Aleixo, recém-inaugurada em Taubaté e instalada em uma majestosa casa do século XIX, nasceu um projeto inovador que já conquista moradores e turistas: a criação de uma sala de economia criativa, fruto da parceria entre a Secretaria de Educação e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
A ideia foi concebida por Rodrigo Vieira de Paula, gestor de ensino técnico profissionalizante da Escola do Trabalho, com o objetivo de impulsionar o talento das artesãs que, até então, produziam suas obras apenas dentro das salas de aula. Agora, esses trabalhos ganham vida fora dos muros escolares, com espaço para exposição, visibilidade e, sobretudo, oportunidades de comercialização.
“Antes as alunas ficavam restritas à sala de aula, agora podem ver o trabalho deslanchar. É um reconhecimento que mostra a importância de ouvir os artistas e criar pontes reais para que a arte se transforme em renda”, destacou Rodrigo.

A iniciativa foi possível graças ao diálogo e à sensibilidade da administração pública. O secretário de Educação, Hélcio Carvalho dos Santos, e a secretária de Cultura e Economia Criativa, Aline Damásio, mostraram sintonia exemplar, apostando na valorização do artista local e no fortalecimento da economia criativa. A união de esforços transformou a Vila Santo Aleixo em um espaço vivo, atrativo e útil à população, muito mais do que seria a simples instalação de mais um museu.
Segundo Danilo Fabrette, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, “a iniciativa superou nossas expectativas. Temos visitantes e turistas encantados com peças personalizadas que retratam os pontos turísticos da cidade, personagens de Monteiro Lobato e, agora, uma produção acelerada de enfeites natalinos, que já são disputados pelos visitantes”.

Além de expor e vender, as alunas têm a oportunidade de aprender noções de precificação e gestão. Marcilene de Oliveira, da administração da Escola do Trabalho e da Vila Santo Aleixo, ressalta: “Elas não pagam aluguel, não têm porcentagem sobre as vendas. É tudo delas. Mas, ao mesmo tempo, aprendem a calcular material, tempo de produção e a construir um negócio. Assim, quando terminarem o curso, estarão prontas para buscar novos mercados”.

Outro destaque é a oferta gratuita de oficinas da Escola do Trabalho, ministradas pela professora Maria Irene Pires, com 10 turmas em 10 modalidades de artesanato, como macramê (iniciante e avançado), crochê, cartonagem, bordados e trançados em fita. Todas as turmas já estão lotadas, confirmando a força da proposta.
Em visita ao espaço, foi possível conhecer alunas artesãs talentosas como Tatiana Marcondes, Claudia Moraes, Rosária Aparecida, Marilia Costa e Carmen Vinhas, que encantam com trabalhos personalizados e cheios de identidade.
O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados das 9h às 13h, na Rua Dr. Emílio Winther, 374, Centro.
Reconhecimento merecido
Este projeto é um exemplo de como a administração pública pode ser transformadora quando atua em sintonia com a comunidade. Os aplausos são mais do que merecidos para Hélcio Carvalho dos Santos e Aline Damásio, que provaram, com sensibilidade e compromisso, que o artista precisa ser valorizado não apenas pela arte que produz, mas também pela possibilidade de viver dela.

A Vila Santo Aleixo, hoje, é mais do que um espaço histórico: é um palco de oportunidades, onde a arte encontra o reconhecimento e a cidade ganha um novo ponto de encontro, criatividade e orgulho taubateano.