Uma noite com Sabrina Fidalgo no Sesc Taubaté
Uma noite para celebrar: Sabrina, sua herança artística, o cinema brasileiro e a certeza de que a arte, quando bem cuidada, continua sendo o melhor investimento na alma de um povo
Foi uma daquelas noites em que a gente sai do teatro mais leve, mais inspirado, acreditando que a arte ainda pode transformar o mundo. No último dia 9 de setembro, o Sesc Taubaté abriu as portas para a abertura da 2ª Semana de Comunicação e Negócios da Unitau, e quem estava no palco era Sabrina Fidalgo, uma cineasta carioca que o Brasil já aplaude de pé e o mundo inteiro começa a reverenciar.
Filmes em mais de 300 festivais, prêmios em profusão, presença em Rotterdam, Brasília e Gramado — onde se tornou a primeira mulher negra a presidir o júri. Mas números frios não contam a história toda. Sabrina é muito mais que estatísticas e troféus: é atitude, talento e coragem. Estudou cinema na Alemanha, roteiro na Espanha, escreve para a Vogue Brasil e para a Folha de S. Paulo, mas é na tela que mostra sua força, com filmes como “Rainha” e “Alfazema”, que emocionam pela poesia e pela inquietação.
E não se pode esquecer de onde ela vem: filha de Ubirajara Fidalgo — dramaturgo, ator, produtor, empresário, apresentador de TV, diretor de teatro brasileiro e co-criador do Teatro Profissional do Negro (TEPRON) — Sabrina cresceu respirando arte, resistência e a certeza de que palco e tela são espaços de transformação.
No bate-papo,com o público e com o Prof. Dr. Thiago Molina, Sabrina foi generosa: falou de identidade, resistência e futuro, com humor e firmeza. O público, atento, saiu com a sensação de ter vivido uma aula que não se aprende em livro nenhum.

E, claro, o Sesc Taubaté brilhou mais uma vez. Organização, acolhimento e profissionalismo que fazem toda diferença. Não é à toa que se tornou referência em cultura no Vale. E aplausos pela brilhante apresentação do grande profissional Léo Poli, sempre com um carisma ímpar.
Uma noite para celebrar: Sabrina, sua herança artística, o cinema brasileiro e a certeza de que a arte, quando bem cuidada, continua sendo o melhor investimento na alma de um povo.
