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Taubaté redescobre o brilho de seus museus, e quem acende a luz é Juliana Carvalho!

A área de museus da cidade volta a ganhar fôlego, brilho e elegância cultural com a chegada de Juliana Carvalho à gestão do setor

Dimas Oliveira Junior | Data: 11/03/2026 11:58

Há cidades que têm museus. Outras têm história. Taubaté tem os dois, e, de vez em quando, aparece alguém que lembra a todos que museu não é depósito de poeira, mas palco de memória. Pois bem: a área de museus da cidade volta a ganhar fôlego, brilho e elegância cultural com a chegada de Juliana Carvalho à gestão do setor.

Funcionária de carreira da Prefeitura Municipal de Taubaté, daqueles quadros raros que conhecem os corredores, os arquivos e também o valor das histórias que eles guardam,  Juliana é graduada em Pedagogia e História, com ênfase na história regional do Brasil. Em outras palavras: sabe ensinar, sabe pesquisar e, principalmente, sabe contar histórias. E museu, no fundo, é exatamente isso.

Juliana não é novata nesse roteiro. Muito pelo contrário. Ela já percorreu com desenvoltura os bastidores de alguns dos espaços culturais mais importantes da cidade. Foi coordenadora no MISTAU – Museu da Imagem e do Som de Taubaté, e também diretora do Museu Histórico, Folclórico e Pedagógico Monteiro Lobato, onde deixou uma marca que muitos consideram, sem exagero, transformadora.

Sua atuação ganhou destaque nas gestões dos então secretários de Cultura Márcio Carneiro e Dimas Oliveira Junior, período em que a área cultural da cidade experimentou um vigor criativo que fez muita gente redescobrir os museus.

Foi nesse período que o MISTAU passou por uma verdadeira renovação. Surgiram espaços como a Sala da Rádio Difusora, a Sala Celly Campello, homenagem à eterna brotinho do rock brasileiro, Celly Campello, e também a Sala Nancy Guisard, ampliando o diálogo entre memória, música e identidade cultural. E importante citar que, em tempos de pandemia.

Mas Juliana também tem talento para aquilo que todo museu precisa: construir pontes com a história viva. Foi durante sua gestão que aconteceu um gesto simbólico e histórico: a doação de objetos pertencentes ao escritor Monteiro Lobato, feita por sua bisneta Cléo Lobato ao acervo do museu dedicado ao autor. Um feito significativo, já que por muito tempo existiu certa resistência da família em doar peças do escritor para sua terra natal. Em bom português cultural: Juliana conseguiu abrir uma porta que parecia trancada.

E não foi pouco.

Hoje, a área de museus de Taubaté forma um pequeno arquipélago cultural que merece navegação atenta. Fazem parte desse circuito o Museu da Imigração Italiana José Indiani, o Museu Histórico Prof. Paulo Camilher Florençano, a Pinacoteca Anderson Fabiano, o já citado Museu Histórico, Folclórico e Pedagógico Monteiro Lobato, o MISTAU (Museu da Imagem e do Som de Taubaté) e o Museu da Agricultura Professor Osny Guarnieri Filho.

Um conjunto respeitável de memória, arte, fotografia, música e história regional, ou seja, um verdadeiro tesouro cultural.

A escolha de Juliana Carvalho para conduzir esse patrimônio é, portanto, uma decisão que soa afinada. Competência técnica, experiência administrativa e conhecimento da história local são ingredientes raros, e indispensáveis, para quem vai cuidar da memória de uma cidade.

Por isso, ficam aqui os cumprimentos à Secretaria de Cultura e Economia Criativa de Taubaté pela escolha acertada.

E também o reconhecimento ao prefeito Sérgio Victor, cuja decisão reforça a confiança de que a cultura, quando tratada com seriedade, continua sendo um dos pilares mais elegantes e importantes da vida urbana.

Taubaté tem história de sobra. Agora, tem também quem saiba acender as luzes do museu, e convidar o público para entrar.

Parabéns Juliana Carvalho! 

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