Taubaté redescobre o brilho de seus museus, e quem acende a luz é Juliana Carvalho!
A área de museus da cidade volta a ganhar fôlego, brilho e elegância cultural com a chegada de Juliana Carvalho à gestão do setor
Há cidades que têm museus. Outras têm história.
Taubaté tem os dois, e, de vez em quando, aparece alguém que lembra a todos que
museu não é depósito de poeira, mas palco de memória. Pois bem: a área de
museus da cidade volta a ganhar fôlego, brilho e elegância cultural com a
chegada de Juliana Carvalho à gestão do setor.
Funcionária de carreira da Prefeitura Municipal
de Taubaté, daqueles quadros raros que conhecem os corredores, os arquivos e
também o valor das histórias que eles guardam,
Juliana é graduada em Pedagogia e História,
com ênfase na história regional do Brasil. Em outras palavras: sabe ensinar,
sabe pesquisar e, principalmente, sabe contar histórias. E
museu, no fundo, é exatamente isso.
Juliana não é novata nesse roteiro. Muito pelo
contrário. Ela já percorreu com desenvoltura os bastidores de alguns dos espaços
culturais mais importantes da cidade. Foi coordenadora no MISTAU –
Museu da Imagem e do Som de Taubaté, e também diretora do Museu Histórico, Folclórico e Pedagógico Monteiro
Lobato, onde deixou uma marca que muitos consideram, sem exagero,
transformadora.
Sua atuação ganhou destaque nas gestões dos então
secretários de Cultura Márcio Carneiro
e Dimas Oliveira Junior, período em
que a área cultural da cidade experimentou um vigor criativo que fez muita
gente redescobrir os museus.
Foi nesse período que o MISTAU passou por uma
verdadeira renovação. Surgiram espaços como a Sala da Rádio Difusora,
a Sala Celly Campello, homenagem à eterna brotinho do rock
brasileiro, Celly Campello, e
também a Sala Nancy Guisard, ampliando o diálogo entre
memória, música e identidade cultural. E importante citar que, em tempos de
pandemia.
Mas Juliana também tem talento para aquilo que
todo museu precisa: construir pontes com a história viva. Foi
durante sua gestão que aconteceu um gesto simbólico e histórico: a doação de objetos
pertencentes ao escritor Monteiro Lobato,
feita por sua bisneta Cléo Lobato
ao acervo do museu dedicado ao autor. Um feito significativo, já que por muito
tempo existiu certa resistência da família em doar peças do escritor para sua
terra natal. Em bom português cultural: Juliana conseguiu abrir uma porta que
parecia trancada.
E não foi pouco.
Hoje, a área de museus de Taubaté forma um
pequeno arquipélago cultural que merece navegação atenta. Fazem parte desse
circuito o Museu da Imigração Italiana José
Indiani, o Museu Histórico Prof.
Paulo Camilher Florençano, a Pinacoteca
Anderson Fabiano, o já citado Museu
Histórico, Folclórico e Pedagógico Monteiro Lobato, o MISTAU
(Museu da Imagem e do Som de Taubaté) e o Museu da Agricultura Professor Osny Guarnieri Filho.
Um conjunto respeitável de memória, arte,
fotografia, música e história regional, ou seja, um verdadeiro tesouro
cultural.
A escolha de Juliana Carvalho para conduzir esse
patrimônio é, portanto, uma decisão que soa afinada. Competência técnica,
experiência administrativa e conhecimento da história local são ingredientes
raros, e indispensáveis, para quem vai cuidar da memória de uma cidade.
Por isso, ficam aqui os cumprimentos à Secretaria
de Cultura e Economia Criativa de Taubaté pela escolha acertada.
E também o reconhecimento ao prefeito Sérgio Victor, cuja decisão reforça a
confiança de que a cultura, quando tratada com seriedade, continua sendo um dos
pilares mais elegantes e importantes da vida urbana.
Taubaté tem história de sobra. Agora, tem também
quem saiba acender as luzes do museu, e convidar o público para entrar.
Parabéns Juliana Carvalho!