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Adriano Toloza: o brasileiro que atravessou fronteiras e agora promete incendiar “As Três Graças”

Ele é um ser humano ímpar, daqueles cuja sensibilidade aparece até no silêncio

Dimas Oliveira Junior | Data: 12/12/2025 09:37

Há atores que passam pela tela. E há atores que a tela parece esperar, como quem abre espaço para um convidado especial. Adriano Toloza é desses. Desde seus primeiros passos no teatro paulistano até as câmeras internacionais, ele sempre carregou aquele brilho raro de quem nasceu com pacto assinado com a arte: presença magnética, entrega absoluta e uma generosidade humana que o transforma em algo ainda mais precioso, um artista de alma limpa num mercado cheio de vaidades.

E agora, Toloza volta ao Brasil em grande estilo. Na novela “As Três Graças”, ele dá vida a Angélico, personagem que já nasce destinado a virar assunto, e polêmica, nos grupos de WhatsApp, nas rodas de café e nas timelines apressadas. Angélico não é só um papel: é um daqueles presentes que o destino coloca no caminho de atores que sabem o que fazer quando a oportunidade aparece. E Adriano sabe. Aliás, ele transborda.

Mas esse brilho não surgiu do nada. Depois de se formar no Célia Helena em 2007, Adriano mergulhou com fúria e delicadeza no teatro sério e pulsante da companhia Folias D’Arte. Sob a direção de Marco Antônio Rodrigues, protagonizou dois espetáculos marcantes: “Querô”, de Plínio Marcos, vencedor do Prêmio Shell de melhor direção em 2009 e “Medida por Medida”, de Shakespeare, em 2010. Nada mal para quem estava só começando a riscar fósforos no escuro para ver até onde a chama iria.

E ela foi longe.

Em 2010, participou da oficina do grupo TAPA, refinou ainda mais seus instrumentos e integrou o elenco de “Maria Stuart”, ao lado de Júlia Lemmertz e Lígia Cortez, sob direção de Antonio Gilberto, daqueles trabalhos que moldam, afinam e abrem caminhos.

O grande público o conheceu em “Amor à Vida” (2013/14), quando encarnou Ivan, o enfermeiro de temperamento quente e destino perigoso, que quase levou a divertida personagem de Fabiana Karla ao delírio, ou ao desespero. Era impossível não notar Adriano ali: firme, intenso, hipnótico.

Depois veio “Verdades Secretas” (2015), onde protagonizou cenas memoráveis com Guilhermina Guinle. E, como se não bastasse, cruzou o mar para viver o general Zuri em “Os Dez Mandamentos”, da Record TV. Um personagem de presença, força e espada afiada, exatamente como ele gosta.

Mas foi em Portugal que Adriano Toloza experimentou novas fronteiras. De “Ouro Verde”, vencedora do Emmy, a “Valor da Vida” e “Na Corda Bamba”, ele mostrou ao público europeu aquilo que o Brasil já sabia: talento não fala só português, fala com o corpo inteiro. A TVI reconheceu rápido. E em 2017, Adriano passou a apresentar o programa “Somos Portugal” ao lado de Mónica Jardim, Leonor Poeiras e João Montez, porque alguns artistas simplesmente transbordam de uma única função.


Agora, de volta às nossas salas, e às nossas paixões de novela, Adriano retorna como quem reencontra um velho amigo. Angélico, seu novo personagem, promete ser daqueles que acende debates, desperta curiosidades e deixa fãs apaixonados.

E é fácil entender por quê.

Adriano Toloza é mais do que um ator competente. Ele é um ser humano ímpar, daqueles cuja sensibilidade aparece até no silêncio. É o tipo de artista que melhora qualquer produção onde pisa. Nas telas, telinhas ou palcos, ele não representa, ele habita. Impecável, preciso, elegante.

E se “As Três Graças” já era uma novela maravilhosa, agora ganhou um brilho a mais:
o brilho irresistível de Adriano Toloza, que sempre esteve, e continua, exatamente onde merece: no centro da cena.


Em tempo: E digo com imenso orgulho que nos encontramos nos tempos da Oficina Rosina Pagan, em São Paulo, onde ele inspirou tantos jovens a interpretar com verdade e emoção.

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