A "Saidinha" da impunidade e o sangue no chão do Vale do Paraíba: Até quando seremos reféns?
Se as cadeias são escritórios do crime, as "saidinhas" são as férias remuneradas para o mal.
O Vale do Paraíba encerra 2025 sob o signo do medo e da indignação.
Enquanto as famílias de bem tentavam celebrar o Natal, as ruas foram inundadas por mais de 3 mil detentos beneficiados pela famigerada "saidinha" temporária. O resultado? O de sempre: sangue, violência e o deboche escancarado contra o cidadão paulista. Em São José dos Campos, um criminoso ameaçou a própria mãe; em Lorena, uma idosa foi alvo de tentativa de estupro. É essa a "ressocialização" que Brasília defende?
A realidade é um tapa na cara: o cidadão paga o imposto para sustentar o sistema e recebe em troca a insegurança. A omissão de nossos Deputados, Senadores e do Presidente da República é criminosa. É inaceitável que, em pleno 2025, o Congresso Nacional e o Executivo Federal ainda batam cabeça ou se omitam em acabar definitivamente com esse benefício que só serve para alimentar o crime organizado e aterrorizar nossas cidades.
Enquanto Brasília vive em redomas de vidro, o Vale do Paraíba vira palco de barbárie. Não podemos esquecer o horror em Potim, onde um preso foi estripado e seu sangue usado como tinta para marcar a guerra entre o PCC e o Comando Vermelho, como foi destacado aqui no portal T7 News Jornalismo. Essa disputa de facções, que se fortalece com a liberdade temporária de seus soldados, é a prova de que o Estado perdeu o controle. Se as cadeias são escritórios do crime, as "saidinhas" são as férias remuneradas para o mal.
Até quando o Governo do Estado e o Governo Federal vão permitir que o Vale seja o quintal da impunidade? O povo de São Paulo exige responsabilidade e compromisso. Não queremos mais desculpas legislativas ou burocracia jurídica. Queremos criminosos atrás das grades e cidadãos seguros em casa. A conta dessa violência está no colo de cada autoridade que se cala ou que assina a liberação de quem não tem o menor respeito pela vida humana. Chega de sacanagem com o povo!