logomarca T7News

A “Saidinha” como combustível para a criminalidade

Enquanto a lei abre as portas das prisões, o crime fecha as portas das casas. No Vale do Paraíba, a 'saidinha' de 2025 provou ser um salvo-conduto para o assalto e o medo. Não queremos reformas parciais; exigimos a extinção total de um benefício que premia o criminoso e pune a vítima.

Alexandre Soledade | Data: 03/01/2026 13:04

O encerramento de 2025 e o início de 2026 desenham um cenário de indignação no Vale do Paraíba. Enquanto famílias buscavam a paz das festividades, as ruas de nossas cidades tornaram-se palcos de crimes cometidos por quem deveria estar atrás das grades. O caso recente em Caçapava, onde um beneficiado pela saída temporária disparou contra uma família em um assalto violento, não é um fato isolado, mas a prova incontestável de um sistema falido.

A estatística é cruel: nos últimos dias de 2025, a região registrou uma série de prisões em flagrante de detentos que ignoraram as regras do benefício para reincidir no crime. Tráfico de drogas, roubos à mão armada e descumprimento de horários tornaram-se rotina. Esses episódios mostram que a "saidinha" não promove a ressocialização; ela apenas oferece uma janela de oportunidade para o criminoso atacar a sociedade que já o condenou.

É inadmissível que o Congresso Nacional e a Presidência da República tenham mantido brechas na legislação. O veto parcial e a manutenção de benefícios para certas categorias de presos são um tapa na cara do cidadão de bem. A segurança pública não pode ser tratada com paliativos ideológicos. Precisamos de uma cruzada institucional para exigir a extinção total e definitiva dessa aberração jurídica.

O direito à liberdade deve ser conquistado pelo cumprimento integral da pena, e não por concessões que colocam armas nas mãos de bandidos durante o feriado. Não há meio-termo na proteção da vida: ou a lei protege a família, ou protege o meliante. É hora de cobrar das autoridades federais uma postura firme. A saída temporária é um mal que precisa ser extirpado do nosso ordenamento jurídico antes que mais famílias do Vale e do Brasil chorem seus mortos.

Nós usamos cookies
Eles são usados para aprimorar a sua experiência. Ao fechar este banner ou continuar na página, você concorda com o uso de cookies. Saber mais