A loucura necessária da vida
Então eu pergunto: você é normal ou louco? E qual é a sua loucura?
De volta com a História da Foto, embora, desta vez, o que trago não é uma história e sim uma reflexão. Talvez a imagem me provoque essa simbologia, talvez eu explique depois. O fato é que, enquanto apurava algumas pautas ouvindo música, como de costume, me peguei preso a uma frase de Cazuza, em Vida Louca Vida: ele diz que a vida é louca e breve. E fiquei pensando… qual é essa loucura?
Seria viver? Sonhar? Acreditar? Ou talvez juntar tudo isso e transformar a existência numa “vida louca”?
Afinal, o que é loucura? Agir diferente? Pensar diferente? Walter Lippmann, jornalista, dizia: “Quando todos pensam igual, é porque ninguém está pensando.” Talvez a rotina nos embale tanto que passamos a aceitar essa suposta normalidade. Talvez a normalidade seja, na verdade, uma estratégia silenciosa que nos faz acreditar que somos únicos, quando, na prática, estamos todos correndo no mesmo trilho.
Então eu pergunto: você é normal ou louco? E qual é a sua loucura?
Eu, particularmente, prefiro ser tachado de louco. Como dizia Chorão, outro músico muitas vezes rotulado de doido:
“É foda ser louco, advogado do mundo, mas
Como tudo deve ser?
É foda ser tachado de doido, vagabundo, mas
Como tudo deve ser?”
E aí volto a Cazuza, porque ele resume tudo com uma simplicidade esmagadora:
“Vida louca vida
Vida imensa.”
No fim, a imensidão da vida compensa qualquer dose de loucura.
A foto que acompanha este texto não tem relação direta com a reflexão. Mas talvez não precise ter. Ela está aqui para lembrar que a loucura de viver pode ser abstrata — a minha, a sua e a do seu vizinho serão sempre diferentes. E é justamente isso que importa: viver, apesar das loucuras que nos movem.